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Como é feita uma cirurgia no crânio? “Vão raspar minha cabeça?”

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Dor Lombar

Dores na coluna lombar são uma queixa comum nos consultórios médicos em todo o mundo, afetando milhões de pessoas e sendo uma das principais causas de incapacidade. No entanto, identificar a origem exata dessa dor nem sempre é uma tarefa simples. A complexidade da estrutura da coluna vertebral, junto com a variedade de possíveis causas de dor, exige uma abordagem cuidadosa e detalhada no diagnóstico. Neste artigo, exploraremos como os médicos abordam o diagnóstico da dor na coluna lombar, destacando a importância de ir além das imagens de ressonância magnética e entender a história clínica completa do paciente para determinar a verdadeira fonte do desconforto.

Percebo que os pacientes têm muitas dúvidas e ficam bastante ansiosos quanto aos procedimentos cranianos, primeiro porque este é de fato um procedimento que naturalmente gera muita ansiedade em qualquer pessoa, mas a falta de informação contribui para que esta ansiedade aumente ainda mais.

“Onde o cabelo será raspado?”, “Onde será o corte?”, “Vão abrir minha cabeça?”. Estes são questionamentos frequentes em pacientes que irão realizar um procedimento neurocirúrgico. O cirurgião deve esclarecer todas estas dúvidas ao seu paciente antes de prosseguir com a cirurgia. Ele está treinado e habituado a realizar este tipo de procedimento, e por isso algumas questões podem parecer triviais e passarem despercebidas, mas é importante que o paciente pergunte e esgote todas as suas dúvidas antes da cirurgia.

Os procedimentos intracranianos têm diferentes graus de complexidade, e vão desde um hematoma que necessita ser drenado por alguns “furos” no crânio, a aneurismas dos vasos cerebrais e tumores da base do crânio que necessitam de craniotomias ou acessos cirúrgicos complexos. Abordaremos aqui principalmente os aspectos relacionados aos procedimentos eletivos, ou seja, programados, em que o paciente e cirurgião marcam a cirurgia para uma data confortável para ambos. Os procedimentos de urgência e emergência são um caso a parte, mas podem compartilhar semelhanças com os procedimentos eletivos. Em uma cirurgia eletiva para tumor cerebral, por exemplo, o cirurgião e anestesista têm tempo de conversar e examinar o paciente, assim como avaliar bem todos os exames pré-operatórios. Em uma cirurgia de urgência ou emergência, nem sempre isso é possível, e por isso muitos aspectos da cirurgia podem ser modificados.

Anestesia?

Na maioria dos casos é realizada uma anestesia geral, em que o paciente fica completamente desacordado e não sente dor, e por este motivo precisa ser intubado e respirar com auxílio de aparelhos para que seja garantida a oxigenação do sangue.

Onde vão cortar? Vão raspar minha cabeça?

A incisão ou corte depende muito do local da doença a ser tratada, mas todos os esforços são realizados para que esta fique atrás da linha capilar e fique escondida após o crescimento do cabelo. A tricotomia ou “raspagem” dos cabelos fica a critério do cirurgião e do paciente. Homens geralmente concordam em raspar toda a cabeça, mulheres geralmente preferem que seja feita uma pequena tricotomia no trajeto da incisão para que possam cobrir a falha capilar com o restante do cabelo, quando longo. Esta é uma decisão muito pessoal e deve ser feita após conversa com o cirurgião.

Quanto tempo irá durar a cirurgia?

O tempo de cirurgia pode realmente variar muito de acordo com o procedimento, e um procedimento cirúrgico nunca tem hora certa para terminar. Os cirurgiões devem procurar reduzir o tempo cirúrgico ao máximo, mas sem pressa. Os procedimentos mais simples do crânio como implante de cateteres ventriculares para tratamento de hidrocefalia geralmente duram em torno de 40 minutos a 1 hora, podendo se estender mais em casos especiais. Nos procedimentos em que é necessária a abertura de uma “janela” no crânio (ou craniotomia) para acesso a lesões cerebrais, como um aneurisma cerebral, por exemplo, a cirurgia pode durar de 2 a 8 horas, ou mais, a depender da complexidade do procedimento.

Estamos falando aqui do tempo estritamente cirúrgico, sem contar com o tempo em que o paciente leva para ser anestesiado, e depois, para acordar após a anestesia. Este último tempo “anestésico” também pode variar bastante.

Como é o pós-operatório? Quando poderei retornar para casa após a cirurgia?

Em geral, depois de uma cirurgia de crânio sem intercorrências, recomenda-se pós-operatório em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de 24 a 48 horas após a cirurgia, podendo este tempo variar muito de acordo com a doença tratada, e se o paciente apresentou intercorrências clínicas ou cirúrgicas, como por exemplo um sangramento maior que o esperado na cirurgia, ou uma alteração no equilíbrio hídrico ou eletrolítico (sais minerais) do corpo. Na UTI as visitas de familiares são restritas a poucas horas durante o dia.
Após uma cirurgia de crânio é comum haver edema periorbitário, ou seja, “inchaço” na região dos olhos, principalmente se a craniotomia for na região frontal e próximo à órbita (região do olho), às vezes tão intenso que impede a abertura ocular em alguns casos. Normalmente o edema melhora em poucas semanas e não traz maiores problemas. Porém é necessário que o neurocirurgião avalie a progressão deste e se há sinais de alarme como secreção purulenta conjuntival ou alteração visual.

Após o período no CTI, o paciente deve seguir para o quarto ou enfermaria, onde poderá receber visitas de familiares com maior frequência. Nesta fase deve-se tomar bastante cuidado com a ferida operatória, mantê-la sempre limpa e evitar levar a mão diretamente na ferida. Deve-se proteger a área da cicatriz durante o banho nos primeiros 5 dias, devendo-se manter a área limpa com solução de Clorhexidine alcoólico ou água e sabão neutro, evitando-se umidade excessiva na ferida neste período. A partir de então pode-se tomar banho e molhar a cabeça, evitando-se esfregar com vigor a área da ferida e secando a área da cicatriz rapidamente após o banho. O paciente ficará em observação durante aproximadamente mais 2 ou 3 dias após a alta da UTI, e o cirurgião deverá então avaliar a alta hospitalar, se tudo correr conforme esperado. Desta forma, em geral o tempo de internação para uma cirurgia eletiva de crânio sem intercorrências é de cerca de 5 dias.

Converse com seu cirurgião e tire todas as suas dúvidas antes do procedimento, ele também deverá se esforçar para esclarecer todos os aspectos possíveis, inclusive os riscos inerentes à uma cirurgia neurológica de grande porte como infecções, sangramentos e lesões a estruturas nervosas.

Este texto não tem pretensão de substituir nenhuma recomendação médica e contém apenas orientações gerais, sem abordar doenças específicas. A melhor maneira de o paciente esclarecer suas dúvidas é sempre conversando com seu cirurgião.

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6 Comentários

  1. Vi que não é necessariamente obrigado raspar a cabeça. Eu tenho pavor . O médico precisa ser sincero, uma amiga minha teve a cabeça raspada sem o consentimento dela . Não quero que isso aconteça comigo.

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    • Olá Sara! Com certeza, esses detalhes precisam ser combinados entre médico e paciente antes da cirurgia. A tricotomia ou “raspagem” em teoria não é obrigatória realmente.

      Responder
  2. É normal que após a craniotomia fique o local mole e parecendo ter líquido em volta?

    Responder
    • Olá!

      Nos primeiros dias após a cirurgia essa alteração pode ser normal, e tende a desaparecer com poucas semanas. Se o aspecto de flacidez e acúmulo de líquido subgaleal persistir, essa alteração deve ser comunicada ao cirurgião.

      Pode tratar-se de fístula contida, que necessita de tratamento para não evoluir para fístula liquórica franca.

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  3. Minha irmã fez uma cirurgia para a retirada de cisto no cérebro. Porém ela teve um sangramento durante a cirurgia e não foi possível a retirada. O médico cortou o cisco. Ela agora está na UTI há 4 dias, com dreno na cabeça. Está com muita confusão mental. Fala coisas sem sentido e diz que pessoas que não temos muito contato dói visitá-la. É normal? Quanto tempo dura? Demos nos preocupar? É angustiante tudo isso

    Responder
    • Olá!

      Este é um caso de cirurgia intracraniana em que não temos acesso a imagens, e não podemos concluir sobre o tipo de lesão. Infelizmente certas lesões podem ser de difícil remoção por estarem aderidas a estruturas neurais ou vasculares nobres, de modo que a opção pela retirada de porção adicional signifique mais risco do que benefício para o paciente.

      Em todas as cirurgias em que existe manipulação cerebral pode haver confusão mental no pós operatório, a essa confusão mental chamamos de “delirium” especialmente em pacientes idosos e em unidade fechada (UTI). A duração depende da causa (alteração metabólica, maipulação do lobo frontal, etc.), não conseguimos predizer um tempo de melhora, algumas medicações podem ajudar. Mas esses sintomas podem e devem sim ser passageiros

      Trata-se de uma situação realmente delicada, e que infelizmente não podemos ajudar sem avaliar o caso com detalhes…

      Desejamos uma excelente recuperação a sua irmã!

      Responder

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